Luthieria

Na volta das cruzadas, os combatentes europeus trouxeram um estranho instrumento de cordas (feito com tripas de animais), de formato ovalado e ricamente decorado. Seu nome originalmente era ud ou ut, dependendo da pronúncia. Com a adição do artigo alem árabe, passou a ser al ud.

Os cruzados portugueses usaram esse nome em sua língua, aportuguesando-o para “alaúde”. Já os franceses usaram uma forma mais abreviada, que foi do l’utao lute. Na Itália, liuto, e assim o nome foi difundido em diversos idiomas.

Na França surgiu a figura do luthier, o “alaudeiro”, que construia esses instrumentos. O nome então passou a acompanhar o profissional que construia qualquer instrumento de corda, como violino, violoncelo e outros. Com o tempo, “luthier” passou a ser o mais aceito no mundo todo, com algumas exceções, como em alemão (caracterizado com um daqueles nomes impronunciáveis para nós e que se modifica em relação ao instrumento construído), em inglês (guitarmaker, violinmaker…), em italiano (liutaio) e suas derivações em algumas regiões da Espanha (guitarrero) e assim por diante. Todavia, o nome “luthier” é universalmente aceito.